terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Ali à esquerda




- Onde você esta?
- Estou chegando


Cheguei, pairei numa espécie de banco e fiquei à espera de todos os vagões, observando por onde explodiria junto com a minha jugular que movimentava a minha cabeça a todo instante. Ansiosidade.

[...] (no celular:

- Oi, cadê você?
- Estou aqui
- Onde?
- Em cima
- Estou indo
)




Ao subir, no chão já havia avistado, foi quando fingi "perfeitamente" que estava desorientado, mas cara de "achou" quebrou o meu fingimento.
Rimos. Escapou um pouco do muito que tinha, escapou com o coração dilacerante à espera da próxima palavra, a próxima ação. Quem? Eu? Não? Por que? Quando?
Perguntas de todo o tipo sopravam.

- Oi?
- Sim
- Fala
- Tô falando

[...]

Achei o meu refúgio, observar mais os outros e menos a mim.

- Então, conte-me mais
- Sim

A sensação de "tudo bem" estava sendo postada e fomos nós dando conta que menos via o que acontecia e só você eu via. Abracei um pouco a esquerda e senti que foi como o meu travesseiro de toda a noite. Risos (quietação). Vamos andar, vamos sentar, vamos ali, não, vamos ali. Vamos!
Ali na frente!

[...]

Um começo, não apenas literal, algo que não sai da minha mente e do meu corpo, algo que senti a minha mão pesada por sentir o quão eu tinha. Assim, lentamente observando cada risca, cada movimento, olhar, luzes e líquido, o lento que incalculável no fim foi o mais rápido e o melhor que tive.


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